O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), Wadif Damous, respondeu a uma entrevista do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, em que ele defendia as operações policiais na favela da Coréia, que deixou 12 mortos. Damous chamou as operações de "caçadas humanas" e de "política de extermínio".
"Não é aceitável, insistimos, que um aparato policial-militar, mais apropriado para a guerra do que para uma operação policial, faça incursões em comunidades carentes de cidadania e habitadas por milhares de pessoas, e não faça qualquer levantamento prévio de inteligência que possibilite identificar o cidadão de bem, o pequeno infrator e o criminoso. (...) Fora desse contexto, o que se afigura é uma política de extermínio pura e simples, sem qualquer eufemismo", disse Damous. Ontem, Cabral comentou as críticas feitas anteriormente pela OAB-RJ e disse que as ações nas favelas iriam continuar. "Eles (OAB e entidades civis) têm sua opinião, eu tenho que fazer o meu trabalho", afirmou."Se eu pudesse chegar para esses marginais e dizer: me devolva esse fuzil, essa (arma) ponto trinta que derruba helicóptero e a granada, pois vamos fazer um seminário para discutir como os senhores podem devolver, eu ficaria feliz da vida. Mas infelizmente não é assim", ironizou o governador.
Redação Terra
VIDEO RAP DAS ARMAS
http://br.youtube.com/watch?v=FaL8SNRYCv4
"Não é aceitável, insistimos, que um aparato policial-militar, mais apropriado para a guerra do que para uma operação policial, faça incursões em comunidades carentes de cidadania e habitadas por milhares de pessoas, e não faça qualquer levantamento prévio de inteligência que possibilite identificar o cidadão de bem, o pequeno infrator e o criminoso. (...) Fora desse contexto, o que se afigura é uma política de extermínio pura e simples, sem qualquer eufemismo", disse Damous. Ontem, Cabral comentou as críticas feitas anteriormente pela OAB-RJ e disse que as ações nas favelas iriam continuar. "Eles (OAB e entidades civis) têm sua opinião, eu tenho que fazer o meu trabalho", afirmou."Se eu pudesse chegar para esses marginais e dizer: me devolva esse fuzil, essa (arma) ponto trinta que derruba helicóptero e a granada, pois vamos fazer um seminário para discutir como os senhores podem devolver, eu ficaria feliz da vida. Mas infelizmente não é assim", ironizou o governador.
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