terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Fiscais que trabalharam no concurso reclamam de "calote" da Unemat

Depois do fiasco da aplicação das provas, que resultou no cancelamento geral do concurso público para preenchimento de 10 mil vagas no Governo de Mato Grosso, mais um “mico” à vista: o calote em 15 mil pessoas, convocadas para atuar como fiscais e também na parte de logística do certame. Há uma semana, esse pessoal espera pelo cumprimento da promessa da Universidade de Mato Grosso (Unemat) de que o dinheiro combinado seria depositado em suas respectivas contas. Mais que isso: nenhuma alma na Unemat para dar uma explicação.

“Já tentei de tudo, mandei e-mail, telefonei e até agora não consigo falar com ninguém sobre o meu pagamento. Isso é uma vergonha” – queixou-se uma funcionária convocada para trabalhar como fiscal. No ultimo comunicado sobre o pagamento do pessoal que atuou na logística do concurso, o reitor Taisir Karim, da Unemat, falou em mais 48 horas para obter o pagamento. O Estado já teria efetuado o repasse do dinheiro.
O reitor da Unemat disse que nesta semana o dinheiro será depositado e ele atribuiu o atraso do pagamento pelos dados incorretos que foram passados à instituição, o que dificulta o depósito bancário.
A Unemat deve 15 mil profissionais em todo o Estado, que trabalharam como coordenadores de estabelecimentos, coordenadores de pólo, fiscais de sala, fiscais de corredor, auxiliares de limpeza, porteiros, motoristas, entre outros. Pelo dia de trabalho ficou estabelecido que cada um receberia R$ 120,00. O prejuízo do Estado com a anulação do concurso foi de R$ 5 milhões.
Na semana passada, o governador Blairo Maggi instituiu uma comissão que terá um mês para apurar o episódio de cancelamento das provas. O decreto determina que a comissão determine responsabilidades já que foram causados diversos prejuízos causados à população e à suspeita de negligência por parte da organização do certame. A Delegacia Fazendária e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) também investigam a questão. A Assembléia Legislativa criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) também com a mesma finalidade.
FONTE: 24 HORAS NEWS

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