O prefeito de Cuiabá Chico Galindo não só conseguiu mesmo viabilizar junto ao governo federal o projeto do Bus Rapid Transit, o BRT, como ampliar na proposta eixos e ramais para se ter melhor integração dos bairros com outro modal também em fase de implantação, o Veículo Leve sobre Trilhos. Documentos obtidos pelo Blog do Romilson junto ao Ministério das Cidades revelam que ao todo serão investidos R$ 125,6 milhões, sendo R$ 110,4 milhões financiados pelo governo federal. Estão previstos 13,1 km na primeira etapa e mais 23,4 km da segunda, totalizando 36,5 km.
Todas as propostas foram aprovadas, graças ao fato de Cuiabá, após choque de gestão e trabalho de ajuste da máquina implantado pelo próprio prefeito nos últimos dois anos, ter hoje capacidade de endividamento. A determinação de Galindo para dar encaminhado ao BRT está surpreendendo a todos porque geralmente chefe do Executivo, em período eleitoral e ainda na contagem regressiva para o fim do mandato (restam 3 meses), não se empenharia tanto para ver concretizado um projeto macro e inédito como esse.
Pela proposta da primeira fase, será construído um corredor exclusivo de ônibus para atender a região Noroeste com a área central, ao longo da avenida Dante de Oliveira (antiga avenida dos Trabalhadores), num trecho de 5,7 km. Abrange ainda a João Gomes Sobrinho e vias do centro, especialmente o binário de tráfego das avenidas Getúlio Vargas e Isaac Póvoas. O projeto desta fase revela que serão 13,1 km, inclusive com implantação de calçadas de fora a fora. Estão previstos 34 pontos de parada (embarque e desembarque), 1 terminal no CPA III e também 4,5 km de ciclovia ao longo dos corredores de transporte coletivo e/ou que conectem bairros ao sistema de transporte, bem como paisagismo. Esta primeira etapa da obra está orçada em R$ 91,4 milhões. O governo federal vai financiar R$ 77,9 milhões, cabendo a prefeitura uma contrapartida de R$ 13,5 milhões.
Já a segunda etapa terá faixas preferenciais em vias coletoras de bairros utilizados no percurso das linhas alimentadoras e integradas ao VLT no terminal do Coxipó. Vão ser 23,4 km, com 51 pontos de parada e 21,2 km de infraestrutura cicloviária. Essa rede alimentadora da região Sul terá os eixos Tijucal/Osmar Cabral, Pascoal Ramos/Pedra 90, Parque Cuiabá/Parque Atalaia e ainda o eixo da BR-364. O custo para esta etapa final é de R$ 34,2 milhões, resultado dos R$ 32,5 milhões da União e R$ 1,7 milhão de contrapartida do Município.
Em princípio, por força das obras de mobilidade urbana preparativas de Cuiabá para a Copa-2014, seria implantado o BRT. Depois, em meio a discussões, embates políticos e jurídicos e até embargos, o governo estadual mudou para o VLT. Por fim, com a decisão do prefeito Galindo de implantar o BRT, a capital mato-grossense contará com os dois modais de transporte coletivo.
RD NEWS
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