quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Vem ai o rodízio de carros.


Vai sobrar mesmo para o cidadão. A falta de planejamento para desafogar o trânsito, que já era caótico e fico um pouco pior com as obras da Copa do Mundo de 2014, deve resultar mesmo no “rodízio de carros” – a exemplo do que já existem em São Paulo. Coube ao presidente da Câmara Municipal, Júlio Pinheiro (PTB), a iniciativa de apresentar o projeto que autoriza a Prefeitura a implantar o sistema no trânsito da cidade. Primeiro, em caráter experimental.
Ao tratar do assunto, Pinheiro disse que procurou uma alternativa para melhorar o trânsito na cidade. Ele se disse preocupado com a atual situação de caos. E propôs no projeto que a população seja consultada antes da efetivação da nova medida. O projeto de lei segue para análise das comissões, devendo ser votado nas próximas sessões plenárias.
Apesar da iniciativa, a Câmara tem se furtado a discutir um modelo de trânsito – nesse período de exceção – que possa amenizar os problemas dos condutores. As rotas alternativas criadas em função dos bloqueios para as obras, não há qualquer tipo de preparação – o que evidencia falta de planejamento e cuidado com o cidadão. 
As vias usadas são frágeis e esburacadas. Exemplo está nas ruas que passaram a ser  utilizadas no bairro Quilombo, em função do fechamento da Rotatória do Despraiado: verdadeiro caminho de lixo. A pista vive sob remendos, quando, o certo, seria uma preparação adequada para atender a migração do fluxo ampliado. Assim como aconteceu com o fechamento da Miguel Sutil a partir da Rotatória do Santa Rosa. A Rua Sinjão Curvo simplesmente “debulhou” com o fluxo e precisou sofrer reparações integral. 
Mais preocupados com a eleição/reeleição, vereadores de Cuiabá, em verdade, não viram – ou não quiseram ver – o problema que é hoje a rotatória do Santa Rosa. A travessia pelo local ficou praticamente inviável. A chuva transformou a passagem dos veículos em verdadeiro lamaçal. A empreiteira não teve a capacidade – ou não foi cobrada – para jogar uma lama asfáltica que fosse ou mesmo transferir a rotatória para outro ponto – o que seria planejamento demais. 
Outro exemplo de que não há planejamento na mobilidade e o caos sendo sempre empurrado para as obras da Copa pode ser vista diariamente na Rua Estevão de Mendonça, nos horários de maior movimento. O congestionamento é intenso e atinge todos os lados da Praça Oito de Abril, principalmente parte da Getúlio Vargas e também a Avenida dos Lavés. É comum o cruzamento ser fechado. No lugar, não ha agentes de trânsito. A situação é gerada por conta do horário de entrada e saída de uma escola. A rua, que caberia até dois carros de passagem, é usada em apenas uma pista, ja que os dois lados são ocupadas em estacionamento.
Com o cidadão penalizado, a lei proposta por Júlio Pinheiro, basicamente, irá reduzir o número de veículos em circulação de segunda a sexta-feira, exceto em feriados, nas vias principais e estruturais, em horários pré-estabelecidos, tendo como critério o último dígito da placa do veículo.
O sétimo artigo do projeto estabelece ainda que, após decorrido um mês de aplicação efetiva da lei, deve o Executivo receber uma avaliação técnica ou pesquisar a população, para verificar a necessidade de continuar, cancelar ou alterar o controle no trânsito.
Somente através de uma avaliação positiva dos pareceres técnicos e da população é que o Município poderá determinar o tempo de duração do rodízio na cidade.
A restrição não se aplicará ao transporte coletivo e lotações; motociclistas e similares; táxis; transporte escolar; guinchos, ambulâncias; moradores da zona rural, devidamente comprovado e nem a empregados de serviços essenciais e de emergência, conforme regulamentado.

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