sábado, 16 de março de 2013

Obras do VLT na Av. da Prainha serão executadas à noite

DO MÍDIA NEWS.

Medida visa não prejudicar acesso ao comércio da região - uma das mais movimentadas da Capital

Mary Juruna/MidiaNews
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Guimarães: Obras do VLT irão interditar trânsito na Prainha durante seis meses
LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO

As obras para revitalização do Córrego da Prainha e implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), por toda a Avenida Tenente-Coronel Duarte (Prainha), serão realizadas, prioritariamente, no período noturno. 

A informação é do secretário da Copa, Maurício Guimarães. Segundo ele, a medida foi planejada pelo Consórcio VLT Cuiabá como a única forma de evitar um transtorno ainda maior no cotidiano dos motoristas cuiabanos, bem como evitar o comprometimento do acesso ao comércio da região - uma das mais movimentadas da Capital.

"Praticamente 90% da obra serão executadas à noite, para que a gente possa impactar menos o tão caótico trânsito que nós temos"
“Praticamente 90% da obra serão executadas à noite, para que a gente possa impactar menos o tão caótico trânsito que nós temos e para que possamos garantir o mínimo de acesso aos comerciantes ali da região”, disse.

As intervenções na região da Prainha começaram a ser realizadas na sexta-feira (15), para que o bloqueio parcial do trânsito possa ser feito. A região deverá sofrer interdições por trechos, que deverão durar cerca de seis meses.

As desapropriações também devem ter início durante os próximos 30 dias. 

Segundo a Secopa, 20 imóveis localizados nos trechos localizados próximo ao Morro da Luz e à Praça Bispo Dom José deverão ser retirados total ou parcialmente, para que os trabalhos com vistas à Copa do Mundo de 2014 tenham continuidade.

“Começamos com a sinalização e, até o dia 1º de abril, começaremos a cravar as estacas para fazer o reforço no Canal da Prainha”, afirmou o secretário.

Guimarães garantiu, ainda, que o acesso ao comércio remanescente será mantido, bem como o trânsito de transporte coletivo.

“A Prainha não será fechada. A avenida vai operar com duas faixas, o que deve limitar um pouco o tráfego”, explicou.

Anteriormente, em entrevista ao MidiaNews, o secretário explicou que a interdição da Prainha deverá impactar a vida de quem usa a avenida como via de passagem (Leia mais AQUI AQUI).

“A dificuldade será de acesso para quem usa a Prainha como ponto de passagem. Por exemplo, quem sair do CPA para Várzea Grande, não vai passar pela Prainha”, disse.

"A Prainha não será fechada. A avenida vai operar com duas faixas, o que deve limitar um pouco o tráfego"
A obra

A Prainha compõe o eixo 1 do VLT, que liga o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, à região da Grande Morada da Serra (CPA).

Aproximadamente 2,2 km do Córrego da Prainha deverão passar por um processo de revitalização. O trecho deverá ser coberto e pavimentado para que os trilhos do VLT sejam implantados.

Após a realização da obra, não restarão pontos de ônibus no local, apenas pontos de embarque e desembarque do VLT.

Além disso, um calçadão deverá ser construído para facilitar o deslocamento de pedestres pela região e incentivar o uso do transporte público – o que deverá resultar em melhorias para o Centro Histórico da Capital.

Implantação do VLT

O metrô de superfície percorrerá 22,2 km, divididos em dois eixos.

O Eixo 1, que ligará a região do CPA, em Cuiabá, ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, terá 15 km. Esse trajeto contará ainda com dois terminais de integração (CPA e André Maggi).

Já o Eixo 2, que fará a ligação entre o Centro e a região do Coxipó, terá 7,2 km, com um terminal de integração no Coxipó.

O novo modal será implantado em dois corredores estruturais do transporte coletivo e passará pelas avenidas João Ponce de Arruda e FEB, em Várzea Grande, e também pelas avenidas XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.

Nessas vias serão construídas 33 estações (22 no Eixo 1 e 11 no Eixo 2), bem como três terminais de integração e obras de arte (viadutos, pontes ou trincheiras), necessárias para implantação do modal.

O consórcio VLT Cuiabá – formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda. – é responsável pela execução da obra, orçada em R$ 1,47 bilhão.

A previsão é de que o VLT seja entregue até março de 2014, de acordo com o cronograma do governo.

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